Gosto tanto de escrever para ti, porque sei que um dia quando não tiveres nada para fazer e vieres ao meu cantinho te irás perder nas minhas palavras todas, bebendo-as como se fossem o último copo de gin do mundo inteiro. Mas não te posso mentir e dizer que te escrevo com amor. Escrevo-te mais para te dizer que espero que a vida te foda. Ou se ama tudo ou não se ama e eu decidi que não te amo. Decidi.. Sei que isto não é uma coisa que se decida, dizes tu e todos os outros. Mas porque? Porque vocês dizem? Eu escolho não te amar, logo eu não te amo. E limito-me a desejar que a vida te lixe. Já o começou a fazer, a partir do momento que me fez ganhar juízo e perceber que perdoar e ficar são coisas completamente diferentes. Perdoei tudo o que me fizeste. Não porque mereces perdão, mas porque não gosto de ser hipócrita e especialista em fazer porcaria.. sou eu mesma. E tu nem és mau miúdo. Só és mau a amar. E isso já é mau o suficiente. Mas não é por te perdoar que te tenho de manter na minha vida. E é tão mais fácil desligar o telefone, não te ver todos os dias.. resumidamente, é tão mais fácil desistir de ti.
Quando dizias que tu não eras para mim, sempre achei que te sobrevalorizavas.. agora tenho a certeza é que me valorizas como eu realmente mereço. Eu posso ser uma porcaria, mas não achas que mereço uma porcaria melhor do que tu? Sei que sim.
Memórias nunca desaparecem, pelo menos não da minha mente. E não podia ter tido um melhor inverno do que ao teu lado. Falem o que quiserem sobre nós.. Como li num livro qualquer dos que tenho por aqui.. o amor é fodido. E eu adorei fode-lo contigo.

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